21.10.10

williamsburg, again

Volto à minha antiga rua como se não tivessem passado dezassete meses. Tudo está na mesma, aparentemente. O louco da esquina da Bedford continua aos gritos as suas dissertações sobre guerra, paz, amor e outros mistérios do universo. O quiosque de bagels, a delistore, a loja de roupa eighties, o mexicano vendedor de tacos, o gato preguiçoso da livraria de arte, a funerária japonesa. São poucas as diferenças, para além do videoclube de cinema de autor ter fechado no pico da crise e de a minha senhoria estar agora de cabelo pintado de louro. Nada parece ter mudado. Talvez apenas eu; um pouco mais velho, um pouco mais pesado. Tiro o meu bloco quadriculado do bolso da camisa. Retomemos.